segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
5 de junho
Este lugar é o mesmo, mas faz parecer que mudou mais de mil vezes. Me faz sentir leve, mas só porque tudo em volta é mais denso que você. Então você flutua tão alto que tem medo de cair dali. De fato, toda queda é inevitável. O espaço é cada vez menor, ele ofega por trás de seu ombro, e você sente o peso. Sua cabeça está virada para o chão, a dor contida nela já trouxe contusões irreversíveis. O tempo se dissolveu todo em choro e como sempre, é irreverente. Esperança faux. Rien ne va.
De fato, toda queda é inevitável. Só espero que o chão seja o limite.
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